Vez por outra, abrimos espaço nesta página, para falar sobre o futebol amador do Município e, para tanto, apontamos seus vários aspectos, desde o esporte, como naturalmente o é, até o trabalho social que pode representar, passando evidentemente, pelo lado financeiro tão necessário para que os clubes possam se movimentar durante cada temporada.
Pode passar desapercebido por muitos a importância que o futebol amador pode representar para um município como São José do Norte, considerado um entre os mais pobres do Rio Grande do Sul e alicerçado em três pilares econômicos, onde somente um pode ser considerado como de melhor estrutura, como acontece com o polo madeireiro, que mantém uma atividade permanente, com várias indústrias que exploram a plantação de pínus, para extração de resinas e corte de madeira já que os dois outros - agricultura e pesca - ficam dependentes de clima e preços comerciais dos produtos, geralmente puxados para baixo, pelos atravessadores.
São José do Norte, podemos lembrar, já contou com um grupo expressivo de agremiações que mostravam o amor que o nortense sente pela prática do futebol, assim como a capacidade técnica apresentada por dezenas de atletas que fizeram o orgulho da comunidade e a cobiça de clubes de maior expressão do Estado por atletas da terra. Não podemos nos esquecer de que eram outros tempos, onde o cultivo da cebola era muito forte, oferecendo ao Município a denominação de "Capital Nacional da Cebola", quer pela excelência do bulbo produzido, quer pela quantidade de hectares plantados e colhidos e, com isso, um produto valorizado em todo o País, que permitia aos agricultores e também aos pescadores, que tinham fartura de peixes na lagoa e costa oceânica, aplicarem algum dinheiro nos clubes do coração. Com isso, o Município contava com agremiações fortes e campeonatos acirrados.